Capela São Francisco na Ponte Alta do Gama - DF

I. A BÊNÇÃO NA HISTÓRIA DA SALVAÇÃO

A fonte e origem de toda a bênção é Deus bendito sobre todas as coisas (Cf. Rm 9, 5), que, como único e sumo bem, tudo fez bem feito, para encher de bênçãos as suas criaturas e, mesmo depois da queda do homem, continua a derramar essas bênçãos, como sinal da sua misericórdia.

Mas quando chegou a plenitude dos tempos, o Pai enviou o seu Filho e por Ele – ao assumir a condição humana – de novo abençoou os homens com todas as bênçãos espirituais (Cf. Gl 4, 4; Ef 1, 3). E assim se converteu em bênção a antiga maldição, quando “nasceu o Sol de justiça, Cristo nosso Deus, que destruiu a maldição e nos trouxe a bênção”.

Cristo, a maior bênção do Pai, apareceu no Evangelho abençoando os irmãos, principalmente os mais humildes (Cf. At 3, 26; Mc 10, 16; 6, 41; Lc 24, 50 etc.), e elevando ao Pai uma oração de bênção (Cf. Mt 9, 31; 14, 19; 26, 26; Mc 6, 41; 8, 7.9; 14, 22; Lc 9, 16; 24, 30; Jo 6, 11.). Finalmente, tendo sido glorificado pelo Pai e subido ao Céu, derramou sobre os irmãos, remidos com o seu Sangue, o dom do Espírito, para que, movidos pelo seu poder, pudessem louvar e glorificar em todas as coisas a Deus Pai, adorá-lo e dar-Lhe graças, e, praticando obras de caridade, merecessem ser contados entre os benditos do seu reino.

É pelo Espírito Santo que a bênção de Abraão (Cf. Gn 12, 3) se realiza cada vez mais plenamente em Cristo, na medida em que vai passando aos filhos que são chamados a uma vida nova «na plenitude da bênção», para que, convertidos em membros de Cristo, difundam por toda a parte os frutos do mesmo Espírito para salvar o mundo pela bênção divina.

O Pai, tendo em sua mente divina a Cristo Salvador, tinha já confirmado a primeira aliança do seu amor para com os homens pela efusão de múltiplas bênçãos. Deste modo, preparava o povo eleito para receber o Redentor e tornava-o cada vez mais digno da aliança. E o povo, seguindo os caminhos da justiça, pôde honrar a Deus com os lábios e o coração, tornando-se sinal e sacramento da bênção divina no mundo.

Deus, de quem desce toda a bênção, concedeu já naquele tempo aos homens, principalmente aos patriarcas, aos reis, aos sacerdotes, aos levitas, aos pais, que, louvando e bendizendo o seu nome, em seu nome abençoassem os outros homens e as coisas criadas com bênçãos divinas. Quando é Deus que abençoa, por Si mesmo ou por outros, promete-se sempre o auxílio do Senhor, anuncia-se a sua graça, proclama-se a sua fidelidade à aliança. Quando são os homens que abençoam, louvam a Deus, proclamando a sua bondade e misericórdia. Na verdade, Deus dá a sua bênção comunicando ou anunciando a sua bondade. Os homens bendizem a Deus proclamando os seus louvores, dando-Lhe graças, prestando-Lhe culto de piedade e adoração, e quando abençoam os outros homens, invocam o auxílio de Deus sobre cada um deles ou sobre as assembleias reunidas.

Como consta na Sagrada Escritura, todas as coisas que Deus criou e sustenta no mundo com a sua graça providente dão testemunho da bênção de Deus e nos convidam a bendizê-lo (Cf. 1 m 4, 4-5). Isto alcançou o maior sentido quando o Verbo Encarnado começou a santificar todas as coisas do mundo, graças ao mistério da encarnação.

As bênçãos referem-se primária e principalmente a Deus, cuja grandeza e bondade exaltam; mas, na medida em que comunicam os benefícios de Deus, referem-se também aos homens, que Deus governa e protege com a sua providência; mas também se dirigem às coisas criadas, por cuja abundância e variedade Deus abençoa o homem.

II. AS BÊNÇÃOS NA VIDA DA IGREJA

Fiel à recomendação do Salvador, a Igreja participa do cálice de bênção (Cf. 1 Cor 10, 16.), dando graças a Deus pelo seu dom inefável, adquirido pela primeira vez no Mistério Pascal e em seguida comunicado a nós na Eucaristia. Efetivamente, a Igreja recebe no mistério eucarístico a graça e a virtude pelas quais se torna ela mesma uma bênção no mundo: “como sacramento universal de salvação” (Lumen Gentium, 48), exerce sempre entre os homens e em favor dos homens a obra da santificação e simultaneamente, unida a Cristo sua cabeça, glorifica o Pai no Espírito Santo.

A Igreja, pelo poder do Espírito Santo, exprime de diversos modos este seu ministério e por isso instituiu diversas formas de bênção; com elas convida os homens a louvar a Deus, anima-os a pedir a sua proteção, exorta-os a tornarem-se dignos da sua misericórdia pela santidade de vida, utiliza fórmulas de oração para implorar os seus benefícios, a fim de alcançar bom êxito naquilo que suplica. A isto se destinam as bênçãos instituídas pela Igreja, sinais sensíveis que “significam e realizam, cada um a seu modo, a santificação dos homens em Cristo” (Sacrosanctum Concilium, n. 7.) e a glorificação de Deus, que é o fim para o qual se orientam todas as outras ações da Igreja. (Ibidem, n 7 e 10).

As bênçãos, como sinais que se fundamentam na palavra de Deus e se celebram à luz da fé, pretendem ilustrar e devem manifestar a vida nova em Cristo, que tem a sua origem e crescimento nos sacramentos da nova aliança instituídos pelo Senhor. Além disso, as bênçãos, que foram instituídas imitando de certo modo os sacramentos, significam sempre efeitos principalmente espirituais, que se alcançam graças à súplica da Igreja.

Com esta convicção, a Igreja manifesta sempre a sua solicitude para que a celebração da bênção se oriente verdadeiramente para o louvor e glorificação de Deus e se ordene ao proveito espiritual do seu povo. Para que isto apareça com mais clareza, as fórmulas de bênção, segundo a antiga tradição, têm como objetivo principal glorificar a Deus pelos seus dons, implorar os seus benefícios e afastar do mundo o poder do Maligno.

III. ALGUNS RITOS DE BENÇÃOS PRESENTES NO MISSALE ROMANUM (só clicar)

Rito para a Benção de noivado

Rito para a Benção de uma nova casa (especialmente recomendado para os recém casados)

Rito para a Bênção da mulher antes ou depois do parto

Ritual de Bençãos Diversas

FONTE: Ritual Romano

Foto: Tiago e Ludmila – um casal de membros da Rede de Missão YOUCAT e pais do Bento.

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