Esportes e pornografia

Você se lembra de quando Babe Ruth anunciou seu Home Run logo antes de fazê-lo ou de Usain Bolt voando para o recorde mundial? Dois exemplos de extraordinário talento que nos fizeram torcer freneticamente! (Eu não era vivo quando Babe Ruth fez isso, mas eu vi algumas filmagens; é impressionante!).

Sendo um ex-atleta universitário e, hoje em dia, um fã, há vários momentos em que eu fico de queixo caído e a única coisa que consigo dizer é “wow”. Você sabe do que eu estou falando – esses momentos, como os de Babe ou Bolt, quando um atleta faz algo absurdamente impressionante. Eles nos levam a um estado de admiração, de deslumbramento, ficamos maravilhados. O motivo – os atletas não são apenas distrações para entretenimento, eles são verdadeiramente artistas. Eles percebem o que o corpo humano é capaz de fazer e gastam incontáveis horas trabalhando e treinando esse mesmo corpo para realizar atos impressionantes.

Leo Tolstói, autor de “Guerra e Paz”, definiu a arte em termos de sua capacidade de comunicar conceitos de moralidade. Eu gosto disso. Ruth Saw, uma filósofa, disse que os melhores atletas demonstram “a elegância em ação”. Também gosto dessa percepção. Acho que isso conclui o ponto sobre atletas serem artistas.

Portanto, faz sentido que os atletas frequentemente nos brindem com momentos de cair o queixo. Eles usam seus corpos de uma maneira tão excelente que gera admiração nos espectadores. Dar um “tiro impossível” ou ter uma “aterrissagem perfeita” são ações em que um atleta pode atingir a excelência com seu próprio corpo. Ele pode usar seu próprio corpo para algo espetacular, algo que apoie o propósito e a funcionalidade do corpo humano, um templo do Espírito Santo, como a Bíblia nos fala Ele usa seu corpo para refletir algo bonito. Volte agora para a definição de Tolstói – a arte deve comunicar conceitos de moralidade: o corpo é bom e pode realizar proezas incríveis de desempenho físico, que ressaltam a magnificência do mesmo. Atletas exibem a “Teologia do Corpo” em seu desempenho. O que quero dizer com isso tudo é que suas ações nos ensinam algo sobre o nosso Criador. As proezas da excelência atlética são belas, magníficas e todas as coisas que refletem verdades sobre Deus. E somos atraídos por essas realidades, porque somos feitos para Deus.

Outra coisa linda que usa o corpo para também mostrar e refletir Deus e Sua verdade, beleza e bondade: o sexo. E, por “sexo”, refiro-me ao ato sexual em que um homem e uma mulher, casados um com o outro, representam fisicamente seu dom gratuito, sincero, total e fecundo de si próprios para o outro. Então, se o sexo é bonito, o que há de errado com a pornografia? Pornografia não é sexo. A pornografia é uma mentira. Ela usa o corpo de outra pessoa para incitar o desejo sexual e o prazer. Não é real, é uma fantasia. Usa o corpo para algo repugnante. Não é uma entrega verdadeira; é o uso do outro. Não é fiel; é inconstante. Não completa; escraviza, cria uma prisão interna para milhões de pessoas. A pornografia é uma perversão do sexo.

Quando marido e mulher procuram servir um ao outro no casamento, a união sexual se torna um profundo reflexo de Deus. O termo “fazer amor” se torna uma descrição acurada. Amar é se dar pelo outro para o bem dele. Todo sexo deveria fazer amor – dar-se para seu (sua) esposo(a) em um sinal físico de amor incondicional. Como isso não é pornografia, ela não pode ser arte. Pornografia vem do grego e quer dizer “descrição dos atos de uma prostituta”, não reflete conceitos de moralidade – faz o oposto. Não reflete verdade, beleza ou bondade – faz o oposto.

É por isso que os esportes causam admiração, e a pornografia gera vício, violência e escravidão. Ninguém tem vergonha de ser um fã de esportes. Milhares de homens procuram libertar-se da pornografia. O Conselho Nacional sobre Vício e Compulsividade Sexual (National Council on Sexual Addiction and Compulsivity) estima que de 6 a 8 por cento dos americanos – ou 18 a 24 milhões de pessoas – são viciados em sexo. Desses, 70% relatam ter problemas com o comportamento sexual online.

Os números de 2006 mostram que a indústria mundial de pornografia teve 97 bilhões de dólares em receita. Acabei de ver um site de negócios afirmando que a indústria pornográfica na internet dos EUA tem 2,8 bilhões de dólares em receita. A indústria é enorme, com 35% de todos os downloads da Internet e 12% de todos os sites sendo pornográficos.

Esse problema deveria nos apavorar, revoltar e nos enojar. Continuemos lutando e rezando pela proteção e dignidade do casamento.

Todo verdadeiro fã de esportes também deveria ficar apavorado, revoltado e cheio de repugnância para com a pornografia. Vamos esperar por isso.

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Autor: Thomas Wurtz

Thomas começou a faculdade na Universidade de San Diego, onde jogou uma temporada de Futebol Americano e se juntou a Fraternidade Phi Kappa Theta. Transferiu-se no segundo ano para a Faculdade Benedictine, onde jogou rugby para ficar em forma e, finalmente, formou-se cum laude em bacharelado em Biologia. Foi na Faculdade Beneditina que Thomas conheceu o FOCUS, um importante instrumento em sua conversão à vida cristã. Ele se juntou à equipe FOCUS em 2001 e serviu como missionário e diretor de equipe no Seton Hall. Depois de dois anos como Coordenador de Formação de Homens e receber seu mestrado do Instituto Agostinho, ele ajudou a lançar o Varsity Catholic, uma divisão do FOCUS para atletas universitários, como Diretor. Ele continua a trabalhar como diretor (juntamente com funcionários de tempo integral trabalhando em sete departamentos diferentes de atletismo em todo o país), e reside com sua esposa, Kate, em Denver. Você pode seguir Thomas e Varsity Catholic no Facebook e no Twitter (@vrsitycatholic).

Fonte: Chastity Project

Traduzido por Rodrigo Mourão – Membro da Rede de Missão do YOUCAT BRASIL como Voluntário nos Núcleos de Tradução, Formação e atualmente participante do Grupo de Estudo YOUCAT DATING em Brasília – DF.

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