Algumas noites atrás, estava deitada no sofá navegando pelo Pinterest, enquanto minha mãe assistia reprises do The Pacific, uma série de TV que acompanha soldados de guerra os quais lutaram na Segunda Guerra Mundial. Naquele episódio, um dos soldados, vestido com seu uniforme, caminhava até a porta da casa de sua amada para dizer a ela sobre seu interesse em começar um namoro com ela. Ele estava sério e totalmente confiante na sua busca pela namorada. E eu lamentei: “Gostaria de ter nascido naquela geração”.

Atualmente, vivemos numa era em que homens não agem como homens, e mulheres não agem como mulheres. Na verdade, os homens, em particular, são castigados se eles se comportam demais como um homem. A sua masculinidade é rotulada como “tóxica” – algo do qual eles devem se desculpar.

Quando comento com outras pessoas aquilo que me agrada em um homem, acredito não ser preciso que eu enfatize que gostaria de me casar com um homem masculino, ainda que isso tenha se tornado necessário. Em minhas experiências amorosas, os homens foram, infelizmente, não masculinos – pelo menos, não foram como eram na época do meu avô. Os homens não são mais estimulados a abrir a porta a uma mulher, a ajudá-las a carregar os casacos, a buscá-las ou deixá-las em suas casas, ou a andar na beira da rua para que a mulher ande na calçada. De fato, eles não são encorajados a praticar esses atos de cavalheirismo porque nossa sociedade acredita em uma mentira, segundo a qual o cavalheirismo teria, como implicação necessária, a suposição de que as mulheres são incapazes de tomar conta de si mesmas. E aí está a raiz da situação cuja consequência é a masculinização: as mulheres não são mais estimuladas a serem femininas, porque a verdadeira feminilidade, hoje em dia, é considerada arcaica e insignificante.

Eu me considero uma mulher independente. Estou no mundo corporativo há pouco mais de um ano, e sou acostumada tanto a sair com meus amigos quanto a somente ficar com a companhia de um livro do Steinbeck, porque eu prefiro aproveitar uma companhia genuína do que ficar saindo com um rapaz por quem não tenho interesse algum, só para estar junto de alguém.

Apesar de minha personalidade independente, sou a mais feminina que posso ser, desde os retoques duas vezes por semana da minha manicure até o modo como caio em prantos todas as vezes em que assisto uma versão ao vivo de A Bela e a Fera (mas, é claro, as manifestações daquilo que é feminino variam de mulher para mulher). Eu espero que um homem me busque quando me chamar para sair, e que vá até a porta da minha casa me buscar, em vez de nem sair do carro e só mandar um SMS quando chegar. Por que? Porque esses comportamentos demonstram respeito.

O feminismo distorceu brutalmente essa realidade ao sugerir que a mulher deve se tornar o mais parecida possível com um homem se quiser ter sucesso, enquanto o homem deve ser menos masculino para dar condições ao “empoderamento” feminino, o que engloba tudo, desde progredir na força de trabalho até tirar a vida de um inocente. Alguns aspectos do empoderamento feminino podem ter origem em nobres causas. Muitas pessoas, contudo, insinuam que a mulher tem o direito de fazer o que ela quiser, sempre que quiser – mesmo às custas de outra pessoa.

É preciso restabelecer os papéis do homem e da mulher na sociedade e em nossos relacionamentos, porque nossas inclinações naturais são complementares, e podem nos proporcionar as mais lindas histórias de amor, as quais, hoje em dia, foram reduzidas a algo que só encontramos nos livros. As verdadeiras masculinidade e feminilidade reconhecem a verdade da complementariedade natural, e não menosprezam aquilo que vem naturalmente do sexo aposto. Todos nós possuímos características únicas que estimulam o melhor no outro, e cada um precisa desempenhar o seu papel do modo como Deus planejou.

Homens, não importa o que te digam: abram a porta às mulheres. Busquem-nas em casa, e sejam pontuais. Protejam-nas, e proteja a sua virtude veementemente. Mulheres: permitam-se ser cuidadas. Gostem de se sentir delicadas, cuidadas e procuradas. Cristo procura a sua noiva, a Igreja, durante todo o caminho do Calvário, onde Ele morreu pelo seu bem. Ele pede:

“Mulheres, sejam submissas aos seus maridos, como ao Senhor… Maridos, amem as suas mulheres, assim como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la” (Ef 5, 22.25-26).

Apoie-se na certeza de que esse foi o propósito de Deus para os homens e as mulheres, desde o princípio dos tempos, e na confiança de que, quando se aceita a masculinidade e a feminilidade dadas por Deus, você estará aderindo ao seu desígnio perfeito para sua história de amor.

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Por Lindsay Todd – que se graduou na West Chester University em 2016, e atualmente trabalha como escritora para a Mars Inc. Em seu tempo livre, gosta de escrever, cantar, brincar com seu cachorro, ler e se exercitar. Ela também ama arte, moda e discussões políticas e teológicas. Tem uma devoção especial ao Santíssimo Sacramento e um amor especial por São João Paulo II. Lindsay adora compartilhar a beleza do amor puro com os outros, particularmente enquanto escritora católica e como promotora de retiros para jovens mulheres. Ela reside em Bucks County, Pensilvânia, com sua família.

FonteChastity Project com permissão de Jason Evert  ©

Traduzido por Tiago Veronesi Giacone – Membro da Rede de Missão do YOUCAT BRASIL, como Voluntário nos Núcleos de Tradução, Clube de Leitura YOUCAT e também membro do Grupo de Estudo YOUCAT DATING em Brasília – DF.

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