Quando queremos entender alguma coisa, buscamos qual é a sua fonte, a sua essência, o início, vamos aonde tudo começou para entender o desenrolar dos acontecimentos, o que aconteceu e por que aconteceu.

O ser humano tem início na fecundação dos gametas masculino e feminino, momento em que Deus cria uma alma, mas antes disso, pensemos sobre o primeiro homem, o homem original. Nós temos à nossa disposição as Sagradas Escrituras, que narram a criação do primeiro homem. Lá no princípio está contido aquilo a que somos chamados, a vocação ao amor.

No relato da criação encontramos a verdade sobre nossos corpos, a beleza da sexualidade, a complementaridade dos sexos. Nossa corporeidade é apresentada como expressão do “eu” interior, uma pessoa que é, ao mesmo tempo, um corpo, dotado de valor e dignidade.

No princípio, o homem e a mulher estavam nus e não se envergonhavam… e por que agora se envergonham? Porque têm medo de serem usados. Cobrem seus corpos não por este conter algo ruim, mas por medo.

Deus cria o homem e a mulher para serem comunhão de pessoas. Lá no princípio não existia pecado, por isso o único estado de vida era o matrimônio, não havia necessidade do celibato pelo reino. O matrimônio também não era sacramento, só se tornou sacramento depois, quando Jesus Cristo o instituiu.

A partir disso, vemos o quão distante fomos ficando do projeto de Deus para o ser humano, mas Ele nos envia o Redentor, por meio da Encarnação do Seu Filho Jesus Cristo. Nos Evangelhos, vemos Jesus dando sentido e restaurando nossa humanidade corrompida pelo pecado; Ele nos aponta o princípio em várias passagens e, com sua paixão, morte e ressurreição, abre a nós o caminho para uma nova forma de resposta ao projeto de Deus.

São João Paulo II, durante seu pontificado, dedicou-se a falar do amor humano nas catequeses das quartas-feiras na praça de São Pedro. Estas catequeses foram compiladas no que conhecemos por Teologia do Corpo, expressão que traduz bem os seus ensinamentos. Dentro da Teologia do Corpo, somos levados a compreender melhor esse princípio que falamos.

Nesse momento, vamos ficar por aqui. Se quiser conhecer um pouco, recomendamos o livro Teologia do Corpo da Principiantes, do autor Christopher West. Em breve, falaremos mais sobre essa rica e bela obra que o Senhor nos deixou por meio de São João Paulo II.

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